Por que brigamos?
- Escola do amor
- 16 de fev.
- 3 min de leitura
Não podemos perder de vista que, para formarmos uma relação
amorosa, precisamos de, ao menos, duas pessoas diferentes, concorda? É a partir dessa ideia que construiremos toda a nossa conversa por aqui. Costumo dizer que cada um de nós, eu, você, seu parceiro ou sua parceira, não chegamos “zerados” a uma relação. Todos temos uma série de experiências prévias que nos acompanham para todo lado.
Carinhosamente, batizei a junção destas experiências com o termo “bagagem”. Gosto desta expressão, porque nos remete ao ato de carregar
elementos fundamentais, independentemente de onde viemos e para onde vamos.
Pois bem, quando falamos de relacionamento amoroso, estamos falando da junção de duas bagagens. São grandes malas cheias de experiências, alegrias, aprendizados, marcas, cicatrizes, vitórias, fracassos, dores, alegrias, desamores, conquistas e muito mais. Somos uma grande mala repleta de emoções e “verdades”.
O QUE É A MINHA BAGAGEM?
Esta é a pergunta que você deve estar se fazendo neste exato momento. Vou te ajudar a esclarecer! Quando falo sobre bagagem, me refiro a sua história de vida, às experiências que te moldam como pessoa e influenciam sua forma de se comportar. Nossa família é protagonista nesta história toda, não há como negar. Desde crianças, somos modelados por nossos cuidadores (mãe, pai, avós, padrinhos, tios, amigos, abrigo...). Eles nos ensinam muito! Influenciam nosso modo de falar, nossa forma de resolver problemas, de nos comunicar e também a forma como sentimos o mundo. É comum subestimarmos o impacto e influência que essas pessoas têm em nossa vida.
Mas, acredite, não há como negarmos o quanto somos “fruto” desse ambiente. Conforme vamos crescendo, outras pessoas e lugares passam a nos influenciar: escola, amigos, família de amigos, colegas, religião, namorados, “ficantes”, faculdade, profissão, lugares em que trabalhamos, enfim, todos ambientes e lugares que nos relacionamos. Claro que nem todas essas experiências têm a mesma proporção em termos de intensidade e significância.
Todos os lugares e as pessoas que encontramos vão adicionando experiências e aprendiza- dos, contribuindo assim com nossa bagagem de bordo.
O QUE É A BAGAGEM DO OUTRO?
O princípio é o mesmo: nosso parceiro ou parceira não viveu “no vácuo”, ele ou ela também carrega uma porção de experiências de vida. Sua família, seus cuidadores, os lugares que frequentou, tudo isso está dentro de sua bagagem. “Ah, mas isso é óbvio!” você deve estar pensando.
Devo dizer que, por mais óbvio e claro que pareça, a maioria das pessoas escorrega neste primeiro detalhe: a história de vida do outro é diferente da sua. Isso mesmo que você leu! Negligenciar a bagagem de vida do seu par é uma das práticas mais comuns nos relacionamentos tóxicos e fracassados, pois ela abre margem para uma porção de problemas.
Assim como você, seu par também vivenciou uma série de experiências. Foi ensinado e reproduziu formas diferentes de viver a vida. Percorreu caminhos que você não percorreu e tropeçou em pedras que você não tropeçou. Atente-se!
Neste exato momento, você pode estar invalidando a história de vida da pessoa com quem você se relaciona, tentando interpretá-la com base em suas verdades.
AQUI SURGE OS COFLITOS (em grande maioria dos casos)
A noção de que você tem uma bagagem de vida, somada à clareza de que a pessoa com quem você se relaciona também tem uma bagagem de vida, só poderia resultar num grande desafio: como viver orquestrando duas bagagens distintas?
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